Tradução


quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Inteligência

A Guerra Fria que teve inicio com o fim da Segunda Guerra Mundial e teve como eixo de disputa o bloco comunista (Ex-URSS) e o bloco capitalista (USA), deixou como marca a ausência de lutas armadas entre as duas super potencias, pelo menos diretamente no que nos referimos a confrontos diretos nunca ocorridos.
A ausência de tiros entre as super potencias, não significava ausência de conflito, esta era a máxima da Guerra Fria. Os conflitos ocorriam no campo da diplomacia, a ONU, em conflitos locais, como a Guerra da Coréia ou Vietnã. Mas o conflito que mexia com todos era o da polícia secreta, KGB e a CIA. Os agentes secretos saíram da realidade e passaram a ser filmes de propaganda ideológica para o bloco capitalista ao longo dos anos da Guerra com James Bond, por exemplo.
Quase 20 anos após o fim da Guerra Fria, as policias secretas permanecem vivas e ativas. No Brasil o grampo de telefonemas coloca a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) no meio do olho do furacão, da crise dos grampos. De modo que o senado tenta aprovar um projeto que pune servidores que fazem escutas ilegais. No país das maracutaias a ABIN e a PF precisam avisar que vão fazer escutas, os órgãos perdem total autonomia. Fica cada vez mais difícil pegar ladrão no Brasil. Os de colarinho branco aprovam leis que dificultem suas prisões e os outros estão mais equipados que a policia.
No Brasil tem muita coisa para esconder alem de “segredos empresariais” ou “segredos de justiça”, existem segredos suficientes para colocar no xadrez muito político e empresário desonesto. Inteligente no Brasil só os ladrões (que possuem armas melhores que a justiça e votam leis para o seu beneficio) porque a população, essa nasceu para comer capim e votar em políticos medíocres que tem medo de escutas. O adágio é claro, quem não deve não teme. Enquanto isso a ABIN tem seus “brinquedos” revelados ao mundo. Precisamos de uma ABIN e de uma PF independente de influências políticas.

Nenhum comentário: