Certamente alguns setores seriam afetados, como ações de combate à violência contra a mulher, por exemplo. No entanto, o veto do presidente vem a fortalecer um apoio que ele recebe em momentos críticos, da mídia nacional que recebe com bons bolsos a verba publicitária, e o carro chefe de qualquer governo populista que se preze, a propaganda, já dizem os especialistas é à alma do negócio. Com a imprensa branda e a propaganda funcionando, certamente é impossível as pesquisas indicarem má administração.
O poder de manipulação de massas, presente nas mãos de empresários gananciosos, donos de grandes grupos de comunicação é certamente um dos grandes problemas enfrentados pela nossa sociedade. Alguns países do mundo possuem uma legislação mais rigorosa para os donos de meios de comunicação. A legislação proíbe que um empresário, seja proprietário de uma emissora de televisão, de rádio e de um jornal com uma tiragem nacional superior a 1.000 edições, este seria obrigado a escolher uma de suas empresas de comunicação. No Brasil, nós temos verdadeiros conglomerados de comunicação que atuam em diversas áreas.
A família Marinho, por exemplo, possui: O GLOBO, Rede Globo de Televisão e a Rádio CBN, isso para não contar as emissoras locais afiliadas e outros periódicos como a Revista Época. Outro grande “sortudo” o “Bispo” Edir Macedo, sócio majoritário da rede Aleluia, que inclui TV RECORD, RECORD NEWS, REDE ALELUIA, FOLHA UNIVERSAL e tantos outros meios de comunicação. Os Marinho e os Macedo em países com uma legislação mais rigorosa teriam de escolher qual galinha dos ovos de ouro gostariam de usufruir. Todavia a legislação brasileira favorece a estes de modo que eles arrecadem para seus empreendimentos e conseqüentemente seus bolsos uma interessante fatia da verba pública para publicidade.
O veto do presidente foi o meio de manter a mídia calada e a propaganda governamental funcionando. Certamente o governo não gostaria de ver estampado nos jornais, revistas, na televisão e na internet certos métodos de administração publica certamente condenáveis pela opinião pública. Dinheiro não muda a verdade dos fatos, mas silencia melhor que qualquer ditadura.
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