Eu tenho estado ausente dos nossos encontros semanais e os motivos são vários, desde o trabalho a outros assuntos não menos importantes que este espaço, mas que me deixaram um pouco distante desta prazerosa atividade.
Nos últimos dias além de trabalho uma coisa me deixou meio constrangido em escrever, a perplexidade dos acontecimentos e o caminho sem volta que a humanidade está traçando. A cada dia sinto mais nojo de ver até onde pode chegar o egoísmo e a crueldade do ser humano. Ao ligarmos a TV para assistir os jornais algumas coisas são bem claras nas reportagens: corrupção, violência e desigualdade.
Marcas claras do maldito sistema econômico que muitos de nós defendemos. Não estou aqui para tapar o sol com a peneira ou parecer um radical de esquerda que com seus olhos vedados vê como única saída para este atoleiro ao qual no encontramos a revolução. Todavia, as injustiças sociais me revoltam cada vez mais contra essa sociedade do “ter” e não do “ser”.
Assistindo aos jornais uma constatação antiga me revolta sempre que vejo notícias a respeito, esta semana foram os “mauricinhos” ou “biquetes” de Brasília, que marcavam e marcam encontros pela internet para se espancarem em praças públicas, gravar e em seguida colocar na rede mundial de computadores, típica falta do que fazer, ou seja, vagabundos. Vejamos,classe média alta, estudantes, vida tranqüila e estável, o que está faltando? A reportagem tratava-os como jovens, caso a situação fosse realizada por jovens provenientes da favela certamente o texto começaria assim: marginais se agridem em praça pública e mostram seus gestos primitivos na internet.
Mesmo que estes marginais elitistas de Brasília fossem filhos de uma realidade social onde você “mata para viver” como na maioria das cidades brasileiras, estas atitudes estúpidas seriam absurdas. Não existe explicação cabível para tais modos é uma violência desnecessária que também é reflexo da desigualdade social, pois se estes jovens de barriga cheia estivessem um pouco mais interessados e conscientes dos problemas que os rodeiam e menos com o próprio umbigo, certamente não estariam cometendo tais atitudes.
As atitudes destes jovens é o reflexo de uma sociedade de consumo egoísta que pautam seus valores morais no exterior, sociedade que a balança da justiça só pende para o lado dos mais pobres, sociedade que reproduz seus valores através de meios midiáticos que mostram com toda frieza a agonia dos pobres e em seguida a ostentação de uma minoria desumana. Certo filosofo do leste europeu, que não me recordo o nome, em entrevista ao Roda Viva da TV CULTURA disse que “O capitalismo é uma religião” e eu complemento, o seu deus é o dinheiro e ele não está nem um pouco preocupado com seus adoradores, assim como os irmãos desta mesma “fé” também não estão. Boa Sorte...
Nos últimos dias além de trabalho uma coisa me deixou meio constrangido em escrever, a perplexidade dos acontecimentos e o caminho sem volta que a humanidade está traçando. A cada dia sinto mais nojo de ver até onde pode chegar o egoísmo e a crueldade do ser humano. Ao ligarmos a TV para assistir os jornais algumas coisas são bem claras nas reportagens: corrupção, violência e desigualdade.
Marcas claras do maldito sistema econômico que muitos de nós defendemos. Não estou aqui para tapar o sol com a peneira ou parecer um radical de esquerda que com seus olhos vedados vê como única saída para este atoleiro ao qual no encontramos a revolução. Todavia, as injustiças sociais me revoltam cada vez mais contra essa sociedade do “ter” e não do “ser”.
Assistindo aos jornais uma constatação antiga me revolta sempre que vejo notícias a respeito, esta semana foram os “mauricinhos” ou “biquetes” de Brasília, que marcavam e marcam encontros pela internet para se espancarem em praças públicas, gravar e em seguida colocar na rede mundial de computadores, típica falta do que fazer, ou seja, vagabundos. Vejamos,classe média alta, estudantes, vida tranqüila e estável, o que está faltando? A reportagem tratava-os como jovens, caso a situação fosse realizada por jovens provenientes da favela certamente o texto começaria assim: marginais se agridem em praça pública e mostram seus gestos primitivos na internet.
Mesmo que estes marginais elitistas de Brasília fossem filhos de uma realidade social onde você “mata para viver” como na maioria das cidades brasileiras, estas atitudes estúpidas seriam absurdas. Não existe explicação cabível para tais modos é uma violência desnecessária que também é reflexo da desigualdade social, pois se estes jovens de barriga cheia estivessem um pouco mais interessados e conscientes dos problemas que os rodeiam e menos com o próprio umbigo, certamente não estariam cometendo tais atitudes.
As atitudes destes jovens é o reflexo de uma sociedade de consumo egoísta que pautam seus valores morais no exterior, sociedade que a balança da justiça só pende para o lado dos mais pobres, sociedade que reproduz seus valores através de meios midiáticos que mostram com toda frieza a agonia dos pobres e em seguida a ostentação de uma minoria desumana. Certo filosofo do leste europeu, que não me recordo o nome, em entrevista ao Roda Viva da TV CULTURA disse que “O capitalismo é uma religião” e eu complemento, o seu deus é o dinheiro e ele não está nem um pouco preocupado com seus adoradores, assim como os irmãos desta mesma “fé” também não estão. Boa Sorte...
Um comentário:
Cada vez melhor. Continue.
Analise sincera e profunda das mazelas de nosso tempo.
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